{"id":526,"date":"2023-02-24T19:41:12","date_gmt":"2023-02-24T23:41:12","guid":{"rendered":"https:\/\/folhadems.com.br\/site\/?p=526"},"modified":"2023-02-24T19:41:14","modified_gmt":"2023-02-24T23:41:14","slug":"com-milhares-de-mortos-e-refugiados-guerra-na-ucrania-completa-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadems.com.br\/site\/2023\/02\/24\/com-milhares-de-mortos-e-refugiados-guerra-na-ucrania-completa-um-ano\/","title":{"rendered":"Com milhares de mortos e refugiados, guerra na Ucr\u00e2nia completa um ano"},"content":{"rendered":"\n<p>R\u00fassia e Ucr\u00e2nia completam&nbsp;nesta sexta-feira (24) um ano de conflito. Milhares de vidas foram ceifadas,&nbsp;milh\u00f5es de pessoas tiveram de deixar suas casas para tentar&nbsp;a vida em outros pa\u00edses&nbsp;e milh\u00f5es de crian\u00e7as abandonaram as escolas. Verdades e mentiras s\u00e3o espalhadas n\u00e3o apenas pela internet, mas tamb\u00e9m por fontes oficiais.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1512587&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1512587&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Para se&nbsp;ter&nbsp;uma ideia do desencontro de informa\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de mortos varia, dependendo da&nbsp;fonte, de cerca de 7 mil, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das&nbsp;<a href=\"https:\/\/news.un.org\/pt\/story\/2023\/01\/1808627\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a> (ONU), a mais de 300 mil, de acordo com&nbsp;fontes militares consultadas por m\u00eddias europeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a todo esse cen\u00e1rio de d\u00favidas e incertezas, a <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> buscou com especialistas e intelectuais&nbsp;refer\u00eancias que possibilitem&nbsp;aos leitores&nbsp;entender o que est\u00e1, de fato, por tr\u00e1s do&nbsp;conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>Professor do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Roberto Goulart Menezes explica que o embate vai muito al\u00e9m de duas na\u00e7\u00f5es, o que de certa forma lembra a antiga Guerra Fria, na qual os Estados Unidos (EUA) e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica se enfrentavam indiretamente, na busca por ampliar \u00e1reas de influ\u00eancia em diferentes regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPodemos denominar o conflito&nbsp;como uma guerra por procura\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a R\u00fassia ter violado a soberania territorial e o direito internacional, quando invadiu a Ucr\u00e2nia em 24 de fevereiro&nbsp;de 2022\u201d, diz&nbsp;o professor. Segundo ele, ao enfrentar a Ucr\u00e2nia, a R\u00fassia tem um embate \u201ccontra a Otan [Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte] e contra a principal lideran\u00e7a do grupo: os Estados Unidos, embora n\u00e3o estejam diretamente atuando no conflito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que&nbsp;est\u00e1 acontecendo, na realidade, n\u00e3o \u00e9 guerra da Ucr\u00e2nia. \u00c9 guerra na Ucr\u00e2nia. \u00c9 uma guerra do Ocidente contra a R\u00fassia\u201d, afirma&nbsp;o&nbsp;diretor do&nbsp;Instituto de&nbsp;Politicas&nbsp;P\u00fablicas e&nbsp;Rela\u00e7\u00f5es&nbsp;Internacionais da&nbsp;Universidade Estadual Paulista (Unesp), professor Hector Luis Saint-Pierre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Temores<\/h2>\n\n\n\n<p>Para os especialistas, a situa\u00e7\u00e3o atual se deve, entre outros fatores, ao&nbsp;temor&nbsp;de avan\u00e7o da Otan nos pa\u00edses pr\u00f3ximos \u00e0 fronteira com a R\u00fassia, bem como ao receio&nbsp;de avan\u00e7o de tropas russas em territ\u00f3rios de pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/5tvvEmA3Fs1vi5fpfdVzE-9lQaE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2022-07-26t180937z_1_lynxmpei6p0tv_rtroptp_4_russia-ucrania-crise.jpg?itok=H1J9MGhA\" alt=\"Tanques de tropas pr\u00f3-R\u00fassia atravessam rua na cidade de Popasna, na regi\u00e3o de Luhansk, na Ucr\u00e2nia\" title=\"REUTERS\/Alexander Ermochenko\/Direitos reservados\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tanques de tropas pr\u00f3-R\u00fassia atravessam rua na cidade de Popasna, na regi\u00e3o de Luhansk, na Ucr\u00e2nia &#8211; <strong>REUTERS\/Alexander Ermochenko\/Direitos reservados<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cO ponto inicial foi de&nbsp;expans\u00e3o da Otan em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s fronteiras da R\u00fassia. Durante o governo de George Bush, entre 2001 e 2009, os EUA vinham desenvolvendo, por meio da Otan, uma esp\u00e9cie de escudo espacial para tentar neutralizar boa parte dos armamentos da R\u00fassia que pudessem ser utilizados contra pa\u00edses europeus\u201d, afirma&nbsp;Menezes.<\/p>\n\n\n\n<p>A hostilidade, lembra&nbsp;o professor, s\u00f3 cresceu nos \u00faltimos 20 anos. \u201cA R\u00fassia at\u00e9 chegou a&nbsp;ter&nbsp;uma parceria especial com a Otan\u201d, mas a situa\u00e7\u00e3o mudou, sobretudo a partir de 2014, quando&nbsp;invadiu e anexou a Crimeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Menezes&nbsp;lembra ainda que&nbsp;o&nbsp;argumento reiteradamente utilizado pelo presidente russo, Vladimir Putin, foi de que, com a expans\u00e3o da Otan em&nbsp;dire\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses do antigo Leste Europeu, a Ucr\u00e2nia estava prestes a se tornar membro permanente do grupo liderado pelos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00f3 que a R\u00fassia considera que a Ucr\u00e2nia na Otan significa a Otan em fronteiras russas, o que inclui o temor de nucleariza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio ucraniano\u201d, completou&nbsp;o professor da UnB.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o&nbsp;fato \u00e9 que a R\u00fassia invadiu a Ucr\u00e2nia e n\u00e3o esperava a rea\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e o apoio da opini\u00e3o p\u00fablica que est\u00e1 recebendo, al\u00e9m do apoio militar. &#8220;Desde ent\u00e3o, as rela\u00e7\u00f5es entre Otan\/EUA e R\u00fassia tem degringolado cada vez mais\u201d, acrescentou ao classificar a R\u00fassia como \u201cagressora\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Presidente deposto<\/h2>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do diretor da Unesp, Saint-Pierre,&nbsp;um fator relevante para a situa\u00e7\u00e3o atual foi o fato de a Ucr\u00e2nia&nbsp;ter&nbsp;sofrido um golpe de Estado em 2014, ap\u00f3s a destitui\u00e7\u00e3o do presidente eleito Viktor Yanukovych, em meio aos violentos protestos da chamada \u201cRevolu\u00e7\u00e3o da Dignidade\u201d, iniciada na capital Kiev.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente deposto refugiou-se na R\u00fassia, em meio a&nbsp;acusa\u00e7\u00f5es de ser respons\u00e1vel&nbsp;pela morte de manifestantes. Foi ent\u00e3o instalado um governo interino, com o apoio de grupos de direita. Nas elei\u00e7\u00f5es seguintes,&nbsp;em maio de 2014, foi eleito Petro Poroshenko, um pol\u00edtico favor\u00e1vel \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia com o Ocidente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/5GtYzy1j57rZvABq7Outs6ITbHc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2022-03-07t121126z_2_lynxmpei260jr_rtroptp_4_ucrania-crise-fuga-russia.jpg?itok=rhHd4ZIq\" alt=\"Membros da comunidade judaica de Odessa fogem da invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia\" title=\"REUTERS\/Alexandros Avramidis\/Direitos Reservados\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Membros da comunidade judaica de Odessa fogem da invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia &#8211; <strong>REUTERS\/Alexandros Avramidis\/Direitos Reservados<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cO golpe de 2014 foi contra um governante eleito que n\u00e3o pretendia entrar na Otan. Por isso, foi golpeado&nbsp;e&nbsp;destitu\u00eddo.&nbsp;A&nbsp;partir da\u00ed, foi montada&nbsp;uma estrutura de avan\u00e7o contra&nbsp;toda&nbsp;cultura russa,&nbsp;na&nbsp;Ucr\u00e2nia e a&nbsp;na&nbsp;Crimeia,&nbsp;onde est\u00e1 boa parte da base naval&nbsp;russa\u201d,&nbsp;argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Saint-Pierre, esse&nbsp;\u201cgolpe de&nbsp;Estado\u201d&nbsp;teve o&nbsp;apoio&nbsp;financeiro&nbsp;dos&nbsp;Estados Unidos, \u201cconforme declarado,&nbsp;inclusive, por parlamentares&nbsp;no&nbsp;pr\u00f3prio Congresso norte-americano\u201d.&nbsp;O&nbsp;apoio&nbsp;financeiro&nbsp;acabou por \u201carmar at\u00e9 grupos neofascistas, al\u00e9m de financiar laborat\u00f3rios de guerra biol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Menezes, h\u00e1, de fato, desde a independ\u00eancia da Ucr\u00e2nia, a atua\u00e7\u00e3o de grupos neonazistas no pa\u00eds. \u201cO Regimento Azov [milicia paramilitar] sempre foi controverso, pois foi fundado por ultranacionalistas e neonazistas ucranianos e atua na Regi\u00e3o Leste do pa\u00eds. Mas isso \u00e9 diferente de afirmar que toda a Ucr\u00e2nia \u00e9 fascista ou neonazista, como \u00e0s vezes dizem&nbsp;os que tentam justificar a agress\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Risco nuclear<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cO&nbsp;fato \u00e9 que&nbsp;com&nbsp;sua independ\u00eancia, em 1991, a Ucr\u00e2nia era o terceiro pa\u00eds no mundo em n\u00famero de ogivas nucleares, com cerca de 1,9&nbsp;mil dessas armas. Um acordo em 1994, envolvendo pa\u00edses europeus e os EUA, acabou resultando na transfer\u00eancia das ogivas \u00e0 R\u00fassia, com a concord\u00e2ncia da pr\u00f3pria Ucr\u00e2nia, temendo um acidente nuclear ou mesmo a utiliza\u00e7\u00e3o ilegal desses armamentos por parte de grupos que n\u00e3o fossem do Estado ucraniano\u201d,&nbsp;acrescentou&nbsp;Menezes.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;processo de negocia\u00e7\u00e3o para a&nbsp;transfer\u00eancia das ogivas inclu\u00eda garantias de que os limites fronteiri\u00e7os seriam respeitados. Tratados foram assinados garantindo, de um lado, o respeito \u00e0s fronteiras e, de outro, o n\u00e3o avan\u00e7o da Otan nos pa\u00edses do Leste Europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNaquele momento, o que Putin exigia era plaus\u00edvel, que era o reconhecimento dos pactos tratados. No entanto, a pr\u00f3pria Angela Merkel [ent\u00e3o chanceler da Alemanha] reconheceu que nunca pensaram em cumprir os pactos, e que eles eram para dar tempo de a Ucr\u00e2nia se armar e se preparar para criar uma resist\u00eancia\u201d, detalha Saint-Pierre.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds ent\u00e3o&nbsp;surpreendeu ao eleger presidente, em 2019, um <em>outsider<\/em>&nbsp;do mundo pol\u00edtico:&nbsp;Volodimir Zelensky,&nbsp;um comediante que usava os pr\u00f3prios personagens durante a campanha eleitoral.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/DwUlM2CFNI8FjInaem03uqTELAs=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2022-03-10t234248z_1_lynxnpei291ee_rtroptp_4_ukraine-crisis-kharkiv.jpg?itok=j3i0ZJQf\" alt=\"Local atingido por bombardeio durante invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia\" title=\"MARIA AVDEEVA\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Local atingido por bombardeio durante invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia &#8211; <strong>MARIA AVDEEVA<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O ent\u00e3o candidato&nbsp;adotou&nbsp;discursos antissistema, em&nbsp;uma campanha basicamente virtual, por meio de redes sociais.&nbsp;A&nbsp;lideran\u00e7a nas pesquisas de opini\u00e3o&nbsp;e a elei\u00e7\u00e3o foram&nbsp;poss\u00edveis&nbsp;gra\u00e7as \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o a pol\u00edticos tradicionais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crimeia<\/h2>\n\n\n\n<p>Tanto a R\u00fassia quanto a&nbsp;Ucr\u00e2nia reivindicavam a regi\u00e3o da Crimeia, considerada estrat\u00e9gica pelo seu posicionamento geogr\u00e1fico. A disputa pelo territ\u00f3rio&nbsp;acentuou ainda mais a crise que j\u00e1 vinha crescendo entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs dois pa\u00edses&nbsp;faziam parte da&nbsp;Uni\u00e3o&nbsp;Sovi\u00e9tica, que foi dissolvida em 1991.&nbsp;Antes disso, em 1956, o ent\u00e3o presidente da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica&nbsp;era ucraniano: Nikita Krushev,&nbsp;que, na \u00e9poca,&nbsp;cedeu o territ\u00f3rio da Crimeia para a Ucr\u00e2nia\u201d,&nbsp;explica Menezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista russo, no entanto, a Crimeia teria muito mais v\u00ednculos hist\u00f3ricos com a R\u00fassia do que com a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2014, o Parlamento da Crimeia aprovou a entrada do pa\u00eds na Federa\u00e7\u00e3o Russa \u2013 decis\u00e3o que posteriormente foi aprovada&nbsp;pela popula\u00e7\u00e3o local, em referendo cujo resultado sofreu contesta\u00e7\u00f5es devido a uma suposta \u201cfalta de monitoramento por terceiros\u201d. Mesmo diante de questionamentos, a Crimeia oficializou pedido de ades\u00e3o \u00e0 R\u00fassia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/9zPWjfwO4n_EO5cqP1ssuNPwKM8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/crimeia.jpg?itok=10_bJSRU\" alt=\"Crimeia\" title=\"Voz da R\u00fassia\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nesse contexto, o presidente deposto e exilado Yanukovych solicitou \u00e0 R\u00fassia que usasse for\u00e7as militares para ajudar o povo ucraniano a \u201cestabelecer a legitimidade, a paz, a lei e a ordem\u201d. Putin, ent\u00e3o, obteve, no Parlamento, autoriza\u00e7\u00e3o para assumir o controle da Crimeia.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sebastopol<\/h2>\n\n\n\n<p>O interesse pela regi\u00e3o envolve, em especial, o controle do Porto de&nbsp;Sebastopol,&nbsp;que al\u00e9m de&nbsp;valor hist\u00f3rico e tur\u00edstico, tem&nbsp;localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, uma vez que \u00e9 a principal base para&nbsp;a&nbsp;frota&nbsp;russa&nbsp;no Mar Negro, possibilitando acesso direto ao Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>O porto \u00e9&nbsp;bastante utilizado para o transporte de g\u00e1s natural, bem como para o escoamento de produ\u00e7\u00e3o, em especial de \u201crecursos minerais met\u00e1licos, energ\u00e9ticos e gr\u00e3os\u201d, disse Menezes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe somarmos a incorpora\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia aos territ\u00f3rios de Donetsk, Donbass [no Leste ucraniano] e de outras \u00e1reas&nbsp;coladas a essas prov\u00edncias, j\u00e1 temos cerca de um quinto do territ\u00f3rio ucraniano tomado \u00e0 for\u00e7a pela R\u00fassia\u201d, acrescenta o professor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Economia<\/h2>\n\n\n\n<p>Professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais&nbsp;(Ibmec),&nbsp;Ricardo Caichiolo&nbsp;explica que o conflito entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia resultou em \u201cmodifica\u00e7\u00e3o significativa no cen\u00e1rio geopol\u00edtico mundial\u201d, o que, segundo ele, acabou por se refletir, tamb\u00e9m de forma significativa, na economia mundial, \u201ccom aumento dos pre\u00e7os de forma generalizada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPraticamente o mundo inteiro passa por um processo inflacion\u00e1rio em suas economias internas, com aumentos nos pre\u00e7os de alimentos e do petr\u00f3leo\u201d, disse. \u201cE a quest\u00e3o energ\u00e9tica est\u00e1 muito sens\u00edvel, principalmente na Europa, que ainda passa por um inverno, com problemas no fornecimento de g\u00e1s&nbsp;que vinha da R\u00fassia\u201d, afirmou, referindo-se ao corte no fornecimento de g\u00e1s russo para a Europa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>O Brasil tamb\u00e9m sentiu&nbsp;os efeitos da guerra em sua economia. \u201cObviamente fomos e continuamos impactados pelo conflito\u201d, diz&nbsp;Caichiolo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve aumento da infla\u00e7\u00e3o e, ent\u00e3o, medidas foram tomadas, comoo&nbsp; aumento significativo da taxa de juros, o que causa impacto negativo no aumento da produ\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento das atividades econ\u00f4micas dentro do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm termos geopol\u00edticos, o Brasil, ao longo do governo anterior [o de Jair Bolsonaro], se manteve com discurso relativamente neutro e, em alguns momentos, sinalizando apoio \u00e0 R\u00fassia para a garantia de envio de fertilizantes\u201d, acrescentou, referindo-se \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o presidente em favor do interesse do agroneg\u00f3cio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o de Roberto&nbsp;Menezes, da UnB, \u201co Brasil n\u00e3o \u00e9 neutro nesse conflito\u201d. \u201cO ent\u00e3o presidente Jair Bolsonaro inclusive tomou o lado do mais forte, que \u00e9 o da R\u00fassia. Fomos muito comedidos quando era para condenar&nbsp;a invas\u00e3o do territ\u00f3rio ucraniano. Tanto \u00e9 que Bolsonaro n\u00e3o esteve na Ucr\u00e2nia. Ele poderia&nbsp;ter&nbsp;sa\u00eddo da R\u00fassia e ido \u00e0 Ucr\u00e2nia naquele momento em que a guerra n\u00e3o havia come\u00e7ado&nbsp;ainda. Mas preferiu sair de Moscou e foi direto \u00e0 Hungria encontrar-se com seu aliado da extrema direita, Viktor Orb\u00e1n\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Governo Lula<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o governo Lula, segundo Menezes, adotou posi\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o do conflito, mas mantendo \u201cequidist\u00e2ncia, exatamente para defender [a institui\u00e7\u00e3o de] um clube da paz\u201d. Lula tem defendido publicamente a cria\u00e7\u00e3o de um&nbsp;grupo, formado por pa\u00edses n\u00e3o envolvidos na guerra, para mediar uma sa\u00edda pac\u00edfica para o conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que ele est\u00e1 defendendo n\u00e3o \u00e9 um voluntarismo do Brasil, mas que a diplomacia volte ao primeiro plano nesse conflito. E que, pela via diplom\u00e1tica, envolvendo pa\u00edses como \u00cdndia, Turquia, M\u00e9xico, Indon\u00e9sia e China, tenhamos pelo menos a possibilidade de abrir uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Menezes diz acreditar que o Brasil possa, de fato,&nbsp;ter&nbsp;um papel que v\u00e1 al\u00e9m de mediador, \u201cpodendo contribuir, enquanto pot\u00eancia m\u00e9dia, para, pelo menos, tentar equalizar alguns pontos, tanto da R\u00fassia quanto&nbsp;da Ucr\u00e2nia\u201d, com a ajuda do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembrou que o Brasil optou por n\u00e3o enviar armamentos. \u201cIsso mostra a posi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, at\u00e9 este momento diplom\u00e1tico, de reiterar aquilo que fez em 1991 na Guerra do Golfo, quando o ent\u00e3o presidente Fernando Collor manifestou posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 guerra. Em 2003, na Guerra do Iraque, e agora, no atual conflito, Lula adotou a mesma posi\u00e7\u00e3o\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>R\u00fassia e Ucr\u00e2nia completam&nbsp;nesta sexta-feira (24) um ano de conflito. 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