{"id":2141,"date":"2023-06-09T15:09:32","date_gmt":"2023-06-09T19:09:32","guid":{"rendered":"https:\/\/folhadems.com.br\/site\/?p=2141"},"modified":"2023-06-09T15:09:34","modified_gmt":"2023-06-09T19:09:34","slug":"em-2022-analfabetismo-cai-mas-continua-mais-alto-entre-idosos-pretos-e-pardos-e-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadems.com.br\/site\/2023\/06\/09\/em-2022-analfabetismo-cai-mas-continua-mais-alto-entre-idosos-pretos-e-pardos-e-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Em 2022, analfabetismo cai, mas continua mais alto entre idosos, pretos e pardos e no Nordeste"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais recuou de 6,1% em 2019 para 5,6% em 2022, uma redu\u00e7\u00e3o de pouco mais de 490 mil analfabetos no pa\u00eds, chegando a menor taxa da s\u00e9rie, iniciada em 2016. No total, eram 9,6 milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o sabiam ler e escrever, sendo que 55,3% (5,3 milh\u00f5es) delas viviam no Nordeste e 54,2% (5,2 milh\u00f5es) tinham 60 anos ou mais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua: Educa\u00e7\u00e3o 2022, divulgada hoje pelo IBGE. Essa \u00e9 a primeira divulga\u00e7\u00e3o do m\u00f3dulo ap\u00f3s a pandemia. Devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o na taxa de aproveitamento da amostra, causada pela mudan\u00e7a na forma de coleta implementada emergencialmente durante o per\u00edodo de distanciamento social, a divulga\u00e7\u00e3o do suplemento foi suspensa em 2020 e 2021, retornando agora com os resultados para 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO analfabetismo segue em trajet\u00f3ria de queda, mas mant\u00e9m uma caracter\u00edstica estrutural: quanto mais velho o grupo populacional, maior a propor\u00e7\u00e3o de analfabetos. Isso indica que as gera\u00e7\u00f5es mais novas est\u00e3o tendo maior acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e sendo alfabetizadas ainda crian\u00e7as, enquanto permanece um contingente de analfabetos, formado principalmente, por pessoas idosas que n\u00e3o acessaram \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o na inf\u00e2ncia\/juventude e permanecem analfabetas na vida adulta\u201d, observa a coordenadora Pesquisas por Amostra de Domic\u00edlios do IBGE, Adriana Beringuy.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As taxas ficaram em 16,0% entre as pessoas de 60 anos ou mais, 9,8% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 6,8% entre aquelas com 25 anos ou mais e 5,6% entre a popula\u00e7\u00e3o de 15 anos ou mais. Por outro lado, a taxa de analfabetismo das pessoas de 60 anos ou mais foi a que mais caiu, reduzindo-se em 2,1 p.p frente a 2019 e 4,5 p.p. ante 2016.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Taxa de analfabetismo de pretos e pardos \u00e9 duas vezes maior que a dos brancos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2022, entre as pessoas pretas ou pardas com 15 anos ou mais de idade, 7,4% eram analfabetas, mais que o dobro da taxa encontrada entre as pessoas brancas (3,4%). No grupo et\u00e1rio de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo dos brancos alcan\u00e7ou 9,3%, enquanto entre pretos ou pardos ela chegava a 23,3%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na an\u00e1lise por sexo, a taxa de analfabetismo das mulheres de 15 anos ou mais, em 2022, foi de 5,4%, enquanto a dos homens foi de 5,9%. Entre os idosos, a taxa das mulheres foi de 16,3%, ficando acima da dos homens (15,7%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2023_06\/pnad_edu-analfabetismo_cor_ou_raca-final.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Beringuy destaca que \u201ca tend\u00eancia de queda do analfabetismo se verifica nos grupos onde ele \u00e9 maior: popula\u00e7\u00e3o mais velha e pessoas de cor preta ou parda. \u00c9 como se tivesse mais espa\u00e7o para queda nesses grupos, uma vez que a popula\u00e7\u00e3o jovem j\u00e1 est\u00e1 mais escolarizada. De todo modo, temos um panorama no qual persiste mais de 20% da popula\u00e7\u00e3o de 60 anos ou mais de cor preta ou parda na condi\u00e7\u00e3o de analfabeta\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Taxa de analfabetismo do Nordeste \u00e9 quatro vezes maior que a do Sudeste&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A taxa de analfabetismo para as pessoas de 15 anos ou mais tamb\u00e9m reflete desigualdades regionais: o Nordeste tem a taxa mais alta (11,7%) e o Sudeste, a mais baixa (2,9%). No grupo dos idosos (60 anos ou mais) a diferen\u00e7a \u00e9 maior: 32,5% para o Nordeste e 8,8% para o Sudeste.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA taxa de analfabetismo \u00e9 uma das metas do atual Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), que tem vig\u00eancia at\u00e9 2024. Um dos itens seria a redu\u00e7\u00e3o da taxa da popula\u00e7\u00e3o de 15 anos ou mais para 6,5% em 2015 e a erradica\u00e7\u00e3o em 2024. A meta intermedi\u00e1ria foi alcan\u00e7ada em 2017 na m\u00e9dia Brasil, por\u00e9m, no Nordeste e para a popula\u00e7\u00e3o preta ou parda, ainda n\u00e3o foi alcan\u00e7ada\u201d, ressalta a coordenadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2023_06\/pnad_edu-analfabetismo_meta-final.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, as que mostraram as tr\u00eas maiores taxas de analfabetismo foram Piau\u00ed (14,8%), Alagoas (14,4%) e Para\u00edba (13,6%). J\u00e1 as tr\u00eas menores taxas foram as do Distrito Federal (1,9%), Rio de Janeiro (2,1%) e de S\u00e3o Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,2%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em 2022, pela primeira vez, mais de 50% das pessoas com 25 anos ou mais de idade do pa\u00eds j\u00e1 haviam conclu\u00eddo a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas de 25 anos ou mais que terminaram pelo menos a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica obrigat\u00f3ria \u2013 ou seja, conclu\u00edram, no m\u00ednimo, o ensino m\u00e9dio \u2013 chegou a 53,2% em 2022, ultrapassando pela primeira vez a metade da popula\u00e7\u00e3o, marca que havia sido alcan\u00e7ada em 2019. No entanto, para as pessoas de cor preta ou parda, esse percentual foi de 47,0%, enquanto entre as brancas a propor\u00e7\u00e3o era de 60,7%, uma diferen\u00e7a de 13,7 p.p.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDe 2016 para 2022, essa diferen\u00e7a por cor ou ra\u00e7a se reduziu um pouco \u2013 era de 16,6 p.p. em 2016 \u2013, mas continua num patamar elevado, indicando que as oportunidades educacionais s\u00e3o distintas para esses grupos. Geograficamente, as diferen\u00e7as tamb\u00e9m j\u00e1 s\u00e3o conhecidas: Norte e Nordeste ainda t\u00eam menos da metade da popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais com pelo menos a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica conclu\u00edda, enquanto o Sudeste j\u00e1 est\u00e1 na casa dos 59%\u201d, comenta a coordenadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cai o percentual de pessoas de 25 anos ou mais com ensino fundamental incompleto<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os grupos com fundamental incompleto ou completo tiveram quedas entre 2019 e 2022, enquanto os demais grupos cresceram. Destaca-se o percentual de pessoas com o ensino superior completo, que subiu de 17,5% em 2019 para 19,2% em 2022, e com ensino m\u00e9dio completo, que passou de 28,3% para 29,9%, enquanto o de pessoas com o fundamental incompleto caiu 3,2 p.p. no per\u00edodo (de 31,2% para 28,0%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>N\u00famero m\u00e9dio de anos de estudo das mulheres \u00e9 mais alto que o dos homens<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00e9dia de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, em 2022, foi 9,9 anos, aumentando em 0,3 anos ante 2019. Em m\u00e9dia, as mulheres tinham 10,1 anos de estudo, enquanto os homens tinham 9,6 anos. Por cor ou ra\u00e7a, mais uma vez, a diferen\u00e7a foi consider\u00e1vel: 10,8 anos de estudo para brancos e 9,1 para pretos ou pardos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rede p\u00fablica de ensino predomina da creche ao n\u00edvel m\u00e9dio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2022, estavam na rede p\u00fablica de ensino 77,2% dos alunos na creche e pr\u00e9-escola, 82,5% dos estudantes do ensino fundamental regular e 87,1% do ensino m\u00e9dio regular. J\u00e1 a rede privada atendia 72,6% dos estudantes do ensino superior e 75,8% da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA rede p\u00fablica \u00e9 a grande respons\u00e1vel pelo ensino b\u00e1sico no Brasil, com munic\u00edpios e estados provendo principalmente os cursos de ensino fundamental regular e ensino m\u00e9dio regular\u201d, observa Beringuy.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Op\u00e7\u00e3o dos pais \u00e9 principal motivo para crian\u00e7as de 0 a 3 anos n\u00e3o frequentarem escola<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, em 2022, 9,6 milh\u00f5es de crian\u00e7as de 0 a 5 anos de idade frequentavam escola ou creche. Entre as crian\u00e7as de 0 a 3 anos, a taxa de escolariza\u00e7\u00e3o foi 36,0%, o equivalente a 4,1 milh\u00f5es de estudantes, percentual est\u00e1vel frente a 2019 e 5,7 p.p. maior que o de 2016.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessas faixas et\u00e1rias, o principal motivo de n\u00e3o frequentar creche era&nbsp;<em>por op\u00e7\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis<\/em>, para 60,7% das crian\u00e7as de 0 a 1 ano e 51,3% das crian\u00e7as de 2 a 3 anos. Em todas as regi\u00f5es, esse foi o motivo mais declarado. O segundo motivo mais declarado foi&nbsp;<em>n\u00e3o ter creche\/escola na localidade, falta de vaga ou a escola n\u00e3o aceita<\/em>: 31,7% (crian\u00e7as de 0 a 1 ano) e 39,7% (crian\u00e7as de 2 a 3 anos).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cai a taxa de escolariza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as de 4 a 5 anos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 2019 e 2021, a taxa de escolariza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as de 4 a 5 anos caiu de 92,7% em 2019 para 91,5% em 2022. Essa queda ocorreu apesar de a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica aos 4 anos de idade ser obrigat\u00f3ria desde 2013, com progressiva adapta\u00e7\u00e3o das redes municipais e estaduais de ensino para se adequar e acolher alunos de 4 a 17 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Nordeste tem o maior percentual de crian\u00e7as desse grupo et\u00e1rio na escola desde 2016, chegando a 93,6% em 2022. Sudeste e Sul tamb\u00e9m superaram os 90%, enquanto o Norte e o Centro-Oeste permaneceram abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds, com 82,8% e 87,9%, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em 2022, percentual de crian\u00e7as de 6 a 14 anos na etapa adequada foi o mais baixo desde 2016<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na faixa de 6 a 14 anos, a universaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 praticamente alcan\u00e7ada desde 2016, com a taxa de escolariza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds chegando a 99,4% em 2022. Os patamares est\u00e3o elevados em todas as regi\u00f5es, com destaque para o Sudeste (99,6%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsses resultados mostram a import\u00e2ncia da pol\u00edtica p\u00fablica de provimento obrigat\u00f3rio de ensino nessa faixa et\u00e1ria, sendo essa etapa \u2013 do ensino fundamental \u2013 principalmente ofertada pelas escolas municipais, refletindo numa elevada taxa de escolariza\u00e7\u00e3o\u201d, analisa a coordenadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, no mesmo grupo et\u00e1rio, a taxa ajustada de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida \u2013 que considera a adequa\u00e7\u00e3o idade \/etapa \u2013 caiu de 97,0% em 2019 para 95,2% em 2022, menor n\u00edvel da s\u00e9rie, desde 2016.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa queda se deu principalmente no grupo de 6 a 10 anos, que estaria nos anos iniciais do ensino fundamental. Esse movimento pode estar relacionado a uma dificuldade na transi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as menores na etapa anterior, na pr\u00e9-escola, para os primeiros anos do ensino fundamental, informa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cresce taxa de frequ\u00eancia escolar de jovens de 15 a 17 anos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A taxa de escolariza\u00e7\u00e3o das pessoas de 15 a 17 anos subiu de 89,0% em 2019 para 92,2% em 2022, ficando acima dos 90% pela primeira vez na s\u00e9rie. Destacam-se as altas nas regi\u00f5es Sudeste (5,0 p.p.) Norte (3,3 p.p.) e Nordeste (3,1 p.p.), com estabilidade no Sul. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o dos que estavam na etapa adequada, isto \u00e9, que frequentavam ou haviam conclu\u00eddo o ensino m\u00e9dio, aumentou de 71,3% em 2019 para 75,2% em 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNesse grupo et\u00e1rio, o aumento da taxa ajustada de frequ\u00eancia liquida \u00e9 um importante avan\u00e7o, uma vez que, normalmente, nessa etapa do ensino ocorre o crescimento do abandono escolar. Portanto, a expans\u00e3o desse indicador aponta para a maior perman\u00eancia desses jovens na escola\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora tenham as menores taxas ajustada de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida, Norte (68,1%) e Nordeste (69,3%) registraram os avan\u00e7os mais intensos (5,9 p.p. e 6,0 p.p., respectivamente). J\u00e1 o Sudeste teve a melhora menos intensa, 2,2 p.p., apesar de apresentar a maior taxa, 81,5%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Destaca-se, ainda, a diferen\u00e7a nas taxas ajustadas por sexo e cor ou ra\u00e7a: 79,7% para mulheres e 71,0% para os homens, uma diferen\u00e7a de 8,7 p.p.; e 80,8% para as pessoas brancas, e 71,7% para pessoas pretas ou pardas, uma diferen\u00e7a de 9,1 p.p. Vale destacar tamb\u00e9m o avan\u00e7o de 5,0 p.p. para pretos ou pardos em rela\u00e7\u00e3o a 2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>70,9% dos pretos e pardos com 18 a 24 anos deixaram os estudos sem concluir o ensino superior<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2022, cerca de 30,4% das pessoas de 18 a 24 anos estavam estudando, sendo que 20,8% frequentavam cursos da educa\u00e7\u00e3o superior e 10,3% estavam atrasados, frequentando cursos da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. No mesmo grupo de idade, 4,1% n\u00e3o frequentavam mais a escola, mas j\u00e1 haviam completado o ensino superior. Por outro lado, 65,5% dos jovens do pa\u00eds nessa faixa de idade j\u00e1 haviam deixado os estudos sem concluir o ensino superior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um percentual maior de mulheres nessa faixa et\u00e1ria frequentava a escola (32,6% frente a 28,1% dos homens), sendo que 24,0% delas eram estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e 5,0% tinham este grau conclu\u00eddo, enquanto, entre os homens, esses percentuais foram de, respectivamente, 17,2% e 3,3%. Al\u00e9m de um maior atraso (10,9%), 68,5% dos homens de 18 a 24 anos n\u00e3o frequentavam escola, apesar de n\u00e3o terem conclu\u00eddo o ensino superior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio por cor ou ra\u00e7a mostra uma desigualdade ainda mais marcante: 36,7% das pessoas brancas com 18 a 24 anos estavam estudando, enquanto entre pretos e pardos a taxa foi de 26,2%. Entre os brancos que frequentavam escola, 29,2% cursavam gradua\u00e7\u00e3o, enquanto entre os pretos e pardos o percentual foi de 15,3%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa faixa et\u00e1ria, 6,0% dos jovens brancos j\u00e1 tinham diploma de gradua\u00e7\u00e3o e, entre os pretos e pardos, apenas 2,9%. Destaca-se, ainda, que 70,9% dos pretos e pardos n\u00e3o estudavam nem tinham conclu\u00eddo o n\u00edvel superior, enquanto entre os brancos esse percentual foi de 57,3%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA meta 12 do PNE estabelece que a taxa de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida no ensino superior para a popula\u00e7\u00e3o de 18 a 24 anos alcance 33% at\u00e9 2024. Em 2022, no Brasil, essa meta havia sido atingida somente entre as pessoas brancas (35,2%). O desafio do pa\u00eds ser\u00e1 reduzir as desigualdades de acesso ao ensino superior, al\u00e9m combater o atraso escolar desses estudantes\u201d, avalia Beringuy.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Abandono escolar se acentua entre os jovens a partir de 15 anos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos 52 milh\u00f5es de jovens com 14 a 29 anos do pa\u00eds, 18,3% n\u00e3o completaram o ensino m\u00e9dio, seja por terem abandonado a escola antes do t\u00e9rmino dessa etapa ou por nunca a terem frequentado. O Brasil tinha 9,5 milh\u00f5es de jovens com 14 a 29 anos nessa situa\u00e7\u00e3o, sendo 58,8% homens e 41,2% mulheres. Por cor ou ra\u00e7a, 27,9% desses jovens eram brancos e 70,9% pretos ou pardos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Necessidade de trabalhar \u00e9 principal raz\u00e3o para abandono<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando perguntados sobre o principal motivo de terem abandonado ou nunca frequentado escola, 40,2% dos jovens apontaram a necessidade de trabalhar como fator priorit\u00e1rio. Dentre os homens, esse valor sobe para 51,6%. A falta de interesse em estudar vem em seguida, com 26,9%. Para as mulheres, o principal motivo foi tamb\u00e9m a necessidade de trabalhar (24,0%), seguido de gravidez (22,4%) e n\u00e3o ter interesse em estudar (21,5%). Al\u00e9m disso, 10,3% delas indicaram realizar afazeres dom\u00e9sticos ou cuidar de pessoas como o principal motivo de terem abandonado ou nunca frequentado escola, enquanto para homens esse percentual foi inexpressivo (0,6%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2023_06\/pnad_edu-abandono_escolar-final.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um em cada cinco jovens n\u00e3o estudava nem estava ocupado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, em 2022, havia 49,0 milh\u00f5es de pessoas de 15 a 29 anos de idade. Dentre essas pessoas: 15,7% estavam ocupadas e estudando; 20,0% n\u00e3o estavam ocupadas nem estudando; 25,2% n\u00e3o estavam ocupadas, por\u00e9m estudavam; e 39,1% estavam ocupadas e n\u00e3o estudando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as mulheres, 25,8% n\u00e3o estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando e, entre os homens, 14,3%. Por outro lado, 31,1% das mulheres e 46,9% dos homens apenas trabalhavam, enquanto 27,4% das mulheres e 23,1% dos homens apenas estudavam ou se qualificavam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor ou ra\u00e7a, 18,8% das pessoas brancas trabalhavam e estudavam, percentual maior do que entre as pessoas de cor preta ou parda (13,7%). O percentual de pessoas brancas apenas trabalhando (39,3%) e apenas estudando (26,2%) tamb\u00e9m foi superior ao de pessoas de cor preta ou parda, enquanto o de pessoas pretas ou pardas (22,8%) que n\u00e3o estudavam e n\u00e3o estavam ocupadas superou o de pessoas brancas (15,8%).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2023_06\/pnad_edu-ocupacao_estudo-final-2.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os jovens de 15 a 17 anos de idade, que ainda estavam em idade escolar obrigat\u00f3ria, 79,9% se dedicavam exclusivamente ao estudo e 13,0% estudavam e trabalhavam. No grupo das pessoas de 18 a 24 anos, 38,9% apenas trabalhavam e 24,4% n\u00e3o trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam. Entre as pessoas de 25 a 29 anos, 59,1% estavam apenas ocupadas e 13,8% estavam ocupadas e estudando ou se qualificando. Por outro lado, 22,4% das pessoas desse grupo n\u00e3o estavam ocupadas nem estudando ou se qualificando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Fonte: Ag\u00eancia IBGE<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais recuou de 6,1% em 2019 para 5,6% em 2022,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2142,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-2141","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Em 2022, analfabetismo cai, mas continua mais alto entre idosos, pretos e pardos e no Nordeste - Folha de Mato Grosso do Sul<\/title>\n<meta name=\"robots\" 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