Com apoio do Governo, Anastácio implanta telediagnóstico em dermatologia e vislumbra zerar fila
O registro fotográfico exige um pouco mais de tempo da equipe de enfermagem, mas pode ser organizado por agendamento específico. “Resolver em até 72 horas algo que antes levava meses, sem dúvida nenhuma, é extremamente vantajoso”, ressalta.
Schunke também destacou o apoio da gestão municipal para implantação da iniciativa.
“Gostaria de agradecer à Secretaria Municipal de Saúde, ao secretário Dr. João Fernando, ao prefeito Manuel Aparecido e a todos que viabilizaram os recursos. Todas as unidades estão com dermatoscópio, e a nossa foi a unidade inaugural”, disse.
Segundo ele, a expectativa agora é incentivar outros profissionais do município a aderirem ao sistema. “Por enquanto estamos utilizando apenas eu e a enfermeira, mas se todos os profissionais aderirem, a gente consegue reduzir muito ou até zerar a fila da dermatologia na regulação”, avalia.
Evento estadual apresenta estratégia de teledermatologia
A implantação da teledermatologia integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da Telessaúde no estado. No próximo 18 de março, Campo Grande sediará um evento voltado à apresentação e expansão do serviço para municípios de Mato Grosso do Sul.
O encontro reunirá gestores e profissionais da saúde para apresentar o funcionamento da ferramenta, orientar sobre fluxos de atendimento e reforçar a importância da tecnologia no apoio ao diagnóstico especializado na atenção primária.
Panorama atual
Implantado em 2019, serviço já está presente em 28 municípios, com 43 pontos de atendimento e resolve cerca de 70% dos casos na Atenção Primária, sem necessidade de encaminhamento presencial.
A estratégia integra o STT (Sistema de Telemedicina e Telessaúde) e é ofertada nacionalmente pelo Telessaúde da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em parceria com a Central Estadual de Telemedicina de Santa Catarina, referência no país.
Além de ampliar o acesso, a ferramenta é reconhecida pelo Ministério da Saúde como estratégia capaz de aumentar a resolutividade da APS (Atenção Primária à Saúde), com potencial para solucionar cerca de 70% dos casos sem a necessidade de consulta presencial com dermatologista.
O objetivo central é melhorar o acesso da população aos serviços de média e alta complexidade em dermatologia, classificando o risco das lesões e organizando a fila de encaminhamentos conforme a gravidade.
Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: Divulgação


